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 MALDITAS 

 

CONHEÇA O COLETIVO

MALDITAS é um projeto que surgiu do encontro interdisciplinar de cinco bailarinas lésbicas ou bissexuais interessadas em modos descoloniais de produção artística. As cinco artistas - Carina Castro, Debora Pazetto, Kamilla Hoffmann, Luiza Machado e Paola Vasconcelos - que têm longa trajetória profissional individual e junto a outros coletivos, juntaram suas pesquisas para este projeto específico.

 

O grupo realizou uma residência artística em janeiro de 2020, com o objetivo de investigar a interação entre dança, performance, vídeo e teoria. A residência foi organizada junto ao GUARÁ - Grupo de Pesquisas Descoloniais em Arte Contemporânea (UDESC/ CNPq). Mesmo antes da quarentena, o grupo já tinha optado pela criação de uma dança-instalação em casas e apartamentos ofertados pelo público. Assim, o ambiente doméstico e a intimidade cotidiana estavam pautando as discussões de criação antes do isolamento social. MALDITAS foi apresentado apenas uma vez em formato presencial, na casa de Beatriz de Salvador, em Florianópolis. 

 

Com a pandemia, as artistas passaram a investigar novas formas de construir o espetáculo, tendo desenvolvido metodologias específicas junto às ferramentas da plataforma Zoom. Assim, surgiu MALDITAS#Aparição1, que foi apresentada no evento online do projeto de extensão Dança de Salão Contemporânea da FURB/SC, no dia 21 de maio de 2020. Com o desenvolvimento da pesquisa, uma nova versão foi desenvolvida, MALDITAS#Aparição2, que foi apresentada no encontro online do Arena da Cultura - Escola Livre de Artes, no dia 24 de outubro de 2020, e em dois eventos fechados para convidades em dezembro de 2020.

 

O grupo também ministrou uma oficina baseada em seu processo criativo durante o V BH Imcontato Festival, no dia 16 de abril de 2021. É importante destacar que MALDITAS#Aparição2 ainda não foi estreada em um evento aberto de grande porte - propomos, portanto, uma estreia no Encontro Contemporâneo.

Carina Castro é doutoranda em Arquitetura e Urbanismo (UFMG) e fotógrafa. Dialoga com as linguagens da dança contemporânea, do audiovisual e da performance. Faz parte dos grupos de pesquisa Guará (CNPq - Udesc) e Indisciplinar (CNPq - UFMG). É mediadora do Clube Lesbos Belo Horizonte.

 

MINI-CURRÍCULO DAS ARTISTAS

Debora Pazetto é professora de teorias da arte na UDESC e bailarina. Sua pesquisa atual, teórico-prática, analisa a arte contemporânea brasileira pelo viés dos feminismos lésbicos, das teorias queer e do pensamento descolonial latino-americano. Coordena o Guará - Grupo de Pesquisas Descoloniais em Arte Contemporânea (CNPq - UDESC). 

 

Luiza Machado é Pedagoga (UNINTER) e professora/dançarina de danças a dois. Está na dança a duas há uns 10 anos, começou os estudos com o foco zouk e logo em seguida foi pro forró, desse tempo tenho mais ou menos 7 anos como professora, onde foi coordenadora de equipe e eventos. Utiliza a dança como forma de pesquisa de inclusão de pessoas fora do padrão hegemônico da sociedade e também busco criticar os padrões da sociedade dentro da dança através de uma dança mais livre e para todos. 

 

Kamila Hoffmann é Pós Graduanda em Educação Ambiental (IFSC), dançarina e professora de danças de salão. Investiga o corpo nas linguagens da dança e de múltiplos artivismos relacionados às questões políticas, sociais e ambientais da contemporaneidade.Paola Vasconcelos é doutoranda em Artes Cênicas na Unirio, onde aborda os papéis de gênero na dança de salão. Licenciada em dança e Mestra em Artes Cênicas pela UFRGS, suas pesquisas permeiam a área da dança de salão, especialmente do tango, e da dança contemporânea, com foco em temáticas feministas e queer. 

 

GUARÁ - Grupo de Pesquisas Descoloniais em Arte Contemporânea: grupo da UDESC cadastrado no CNPq que desenvolve pesquisas teóricas e práticas em arte contemporânea brasileira a partir de perspectivas descoloniais. Essas pesquisas alinham-se, por um lado, a partir de análises bibliográficas baseadas em teorias descoloniais latino-americanas, que possibilitam a identificação de sistemas colonizadores relacionados a regiões, países, territórios, raças, etnias, classes, gêneros e sexualidades. Por outro lado, a partir da análise de propostas artísticas brasileiras contemporâneas que, de diferentes maneiras, engajam os corpos (o corpo da/o/e artista, os corpos de espectadores/participantes/recriadores, o corpo social) em práticas descoloniais. A prioridade do grupo é abordar ou colaborar com os trabalhos de artistas ou coletivos que estejam produzindo e circulando no momento atual, seja nos grandes circuitos, seja em espaços alternativos, e colocá-los em diálogo crítico e criativo com as teorias analisadas.
 

INSTAGRAM: @malditas.diario

  NA MOSTRA VOCÊ VÊ  

ESPETÁCULO: MALDITAS#aparição2

ASSISTA AO TEASER AQUI

Ano da produção: 2020

Formato original: Espetáculo interativo online ao vivo.

Formato na mostra: Espetáculo interativo online ao vivo.

Duração: 45 minutos.

Classificação indicativa: 14 anos.

Sinopse: Malditas é um projeto interdisciplinar de artistas, bissexuais e lésbicas, de diversos estados do Brasil interessadas em pensar criações cênicas tendo como uma das vertentes de pesquisa a dança de salão contemporânea. O disparador dessa ação performática online, que emerge no período pandêmico, aborda a ocupação dos espaços domésticos através de um convite da revolta coletiva. Fissurando os resíduos da nossa existência biodigital, docilizada, solitária e voyeur, trazendo a incorporação do feminino à rebelião.

Sobre a Obra: MALDITAS é um projeto de dança-instalação desenvolvido na residência artística do GUARÁ – Grupo de Pesquisas Descoloniais em Arte Contemporânea em janeiro de 2020. Antes da quarentena, MALDITAS ocupava casas ou apartamentos, buscando furar as “bolhas” de público e, ao mesmo tempo, romper com a separação entre artistas e espectadores, convertendo todes em participantes ou cúmplices. A pesquisa foi desenvolvida por artistas lésbicas ou bissexuais a partir de estudos corporais e teóricos do Feminino Monstruoso [Barbara Creed – The Monstrous-feminine] e da Dança de Salão Contemporânea. As categorias do feminino estabelecido como monstruoso [bruxas, guerrilheiras, putas, histéricas, depravadas, lésbicas] foram gatilhos na reinvenção de modos de dançar, performar e ocupar o espaço doméstico de maneiras que desestabilizam o papel social normativo destinado às mulheres no heteropatriarcado.

MALDITAS penetrou na quarentena migrando a pesquisa para o formato online, desenvolvendo metodologias interativas específicas para a plataforma Zoom. Nesse contexto, a ocupação do espaço doméstico e a vivência psicorporal adquirem novos sentidos, cuja potência está em fissurar os resíduos opressivos da nossa existência biodigital, docilizada, solitária e voyeur. MALDITAS#Aparição2, estágio atual do projeto, trabalha tensões entre erotismo e luta, oferta e recusa, gerando uma incorporação do feminino em rebelião e um chamado à revolta coletiva.

 

FICHA TÉCNICA:

Criação:

Carina Castro

Debora Pazetto

Kamila Hoffmann

Luiza Machado

Paola Vasconcelos
Dançarinas:

Debora Pazetto

Luiza Machado

Paola Vasconcelos
Curadoria de Imagens:

Carina Castro
Preparação corpo-pensante:

GUARÁ - Grupo de Pesquisas Descoloniais em Arte Contemporânea

Karina Collaço.
 

 ASSITA AO ESPETÁCULO AO VIVO NO DIA 27/06/21 (DOMINGO), ÀS 20H PELA PLATAFORMA ZOOM.

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 TÉRMINO DA TRANSMISSÃO DO ESPETÁCULO, COM AS 

 INTÉRPRETES-CRIADORAS: Debora Pazetto Ferreira e Luiza Bispo Silva Machado.
 MEDIAÇÃO: MORGS.

 NÃO HÁ NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO PRÉVIA

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